Resenha: Turtes all the way down, o novo livro de John Green.

     
FOTO: @bookwormeverlasting

        Li TATWD essa semana e fiquei encantada como John ainda me causa as mesmas sensações, medo por ter que descobrir quem sou, fascinação por me fazer perguntas mais profundas e alegria por criar teorias que talvez o resto do mundo ou universo não entenda. Depois de 4 anos, o novo livro de John é um sucesso e os fãs já pedem o filme.
       Aza é uma adolescente quase normal, se não fosse pelo seu TOC, em nível sério e o mais real possível, você até consegue sentir em você, mas calma, ela não sai por aí limpando tudo com uma escovinha, pior, ela imagina ser um tipo de "casa de bactérias", Aza passa muito tempo imaginando bactérias dentro do seu organismo,  se alimentando dela e morrendo ali mesmo, suando cada vez mais e se desinfetando sempre que pode. O mais legal do livro é que você pode ver a visão de uma pessoa sobre sua doença mental, não é uma escolha dela, ela só tem isso e é muito complicado não apenas para ela, mas para todos que estão ao seu redor, seu namorado, David, seu melhor amiga Daise e sua mãe.
       Entretanto, a história não é apenas sobre uma garota convivendo e lutando contra uma doença mental, não seria John Green. Na cidade onde vivem, Indianapolis, um bilionário acaba de desaparecer sem rastros e a recompensa é de 100.000 dólares, logo Daise e Aza entram em ação para procurar pistas sobre o caso, enquanto Aza se reaproxima do filho do desaparecido, David, onde conheceu quando criança.
      A história como sempre é recheada de teorias, de frases maravilhosas e o humor peculiar de Green, que encanta os jovens desde o seu primeiro lançamento: Quem é você Alasca (2007). Uma característica de John é que ele cria teorias que você leva para o resto da vida, como em Quem é você Alasca? Ele cria o labirinto, onde todos estão dentro, mas ninguém sabe como entrou ou como vai sair e o que vai fazer quando isso acontecer. Em Cidades de papel, Green cria a teoria que as pessoas são de papeis, cidades são de papeis, tudo é mais feio de perto, em A culpa é das estrelas, ele criou o famoso "OKAY", e em Turtles All The Way Down, ele explica uma teoria já existente e que deu nome ao seu livro, que chegou no Brasil com o nome de Tartarugas até lá embaixo.
        Acima de tudo, as histórias de John são sobre se arriscar, seja com um amor, como a Hazel fez com o Gus, seja como a Alasca fez durante o ano letivo, seja como Q fez quando foi atrás de Margot e como Aza fez, não só por uma recompensa, mas por amigos, por amor, por ela.

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