Temos que nos importar mais.

       
FONTE: WEHEARTIT

       Quando ficamos em contato com a tristeza ou com alguma situação que provoque esse sentimento nas pessoas que nos rodeia, às vezes é difícil se importar. Minhas avó diz " a gente sofre para nascer, viver e morrer." e talvez essa frase não tenha sentido até que realmente tenhamos ido embora e feito de onde quer que sua religião permita você está, fazer uma análise da sua vida inteira.
        Tem dias que as coisas parecem impossíveis de serem suportadas, que as coisas, raramente, estão fáceis até demais, que tem tanta felicidade em você que você pode explodir, aquele ditado do " a vida é simples e a gente que complica" pura mentira, é difícil sim" Mas, aqui estamos nós chegando ao final de 2017, e sobrevivemos, a não ser que você esteja lendo esse post de outro plano - Olá fantasma - o ponto é que houve perdas inenarráveis, creio que não só para mim, mas pode ter sido o seu vizinho, alguém da sua família ou um amigo muito muito próximo da família. Crescer envolve riscos e mudanças vira quase um sinônimo, assim como maturidade e fortificação do ser.
       Há várias coisas que quero levar para 2018, entre elas, as pessoas fortes que aguentaram tudo firme na dor que sentiram ao perder alguém querido, ás vezes me pego pensando no quão sortuda sou dessas pessoas extraordinárias saberem o meu nome ou um pouco da minha vida e eu saber também o delas, precisamos mesmo é desacelerar, deixar a vida mais leve, não só para nós, mas para quem está a nossa volta, você reclama que os amigos vão, que todos vão, mas todos continuarão indo enquanto nós não acharmos um ritmo que todos acompanhe.
      A vida é dura, então não há porque correr contra o tempo, você muito provavelmente não vai aprender 8 línguas, conhecer detalhadamente 28 países, achar o príncipe encantado, ter filhos, passar no curso dos sonhos ou emprego em menos de um ano ou em um ano completo, não duvido de você, pode até conseguir tudo isso ou algo mais que queira, mas o mundo está acelerado, os dias passa mais rápido, ao invés de tentar fazer tudo isso, ao invés de tentar ser o embaixador da ONU antes dos trinta, tome um chá em uma noite relaxante, se sente, converse, fale com um amigo que não vê há muito tempo, sorria o máximo que puder e que seja verdadeiro, se importe, o mais importante de tudo, se importe mais.
       Das várias lições que a humanidade ainda tem que aprender, está o cuidado com o outro, confesso ter ficado triste no último enterro que fui, as coisas se dividiram por uma parede, apenas uma fina e mísera parede, onde de um lado uma mulher chorava pela sua perda, pela virada que seu mundo tinha dado, pelo chão que alguém tinha derrubado debaixo dos seus pés, aquela mulher perdeu o amor da sua vida, aqueles filhos perderam o pai e por uma mísera parede, mesmo com sentimentos pesados, as pessoas botavam o papo em dia, necessitou uma fatalidade para se encontrarem, as pessoas riam, porque elas não sentiam e se algo não é conosco é muito fácil esquecer que está de fato acontecendo com alguém. Vivemos na lógica do " se não sinto doer em mim, ele também não sente e vai ficar tudo bem para nós dois".
       Mas não vai! É lamentável ver que a humanidade não tem mais empatia e é por isso que meu principal desejo para o ano ano é empatia, que quando alguém esteja surtando, outro alguém chegue, convide para um chá, converse, abrace. SINTA, pegue para você e respeite. Que quando alguém estiver arrasado com uma perda em sua vida, que possamos chegar lá, mesmo não falando nada, que possamos confortar e deixar conversas paralelas de lado, respeitar o momento, implantar o silêncio, dar paz e espaço. Que velhos amigos não se encontrem só na casa do que já partiu para se despedir, que possamos nos importar o suficiente para convidá-lo para um almoço em vida. Que não haja espaço para rancor, mágoa ou sentimentos fingidos, que haja apenas e de sobra gentileza, porque cima de tudo: precisamos nos importar mais.

Nenhum comentário:

Postar um comentário