O que 2018 me ensinou sobre livros, vida e pessoas.


    Então, é isso. 2018 praticamente terminou e como sempre há tantas boas lições que de longe eu poderia dizer que esse foi o ano que mais tirei coisas para levar para os próximos anos. Primeiro, li livros incríveis, há anos atrás eu não aceitaria nenhum outro gênero que não fosse a velha e boa literatura infanto-juvenil, mas esse ano abri as portas e por elas passaram livros de história, geografia, nacionais, internacionais e o melhor de tudo: Poesia, a qual estou perdidamente apaixonada, olá Rupi Kaur <3.
    Além disso, aprendi a valorizar minha saúde mental, tive ansiedade e crises de pânico por muito tempo, isso praticamente se tornou algo tão comum que me acomodei, mas não devemos se acomodar com aquilo que nos atrapalha de viver plenamente, por isso o melhor desse ano foi poder falar abertamente sobre meus problemas e encontrar forças de sobra para vencê-la, ela ainda vive em mim, mas é importante todos os dias lembrar que eu posso ser a amiga dela e controlá-la, ainda me sinto à beira do precipício, mas meu pé já não brinca com o ar como antes, não me sinto ameaçada em cair.
     Eu saí da minha zona de conforto, enfrentei um curso presencial com pessoas desconhecidas e foi a melhor coisa que poderia acontecer, conheci pessoas maravilhosas e desenvolvi minhas habilidades de falar em público, demonstrar minhas ideias e ser mais útil. As coisas se tornam tão mais fáceis quando simplesmente saímos da zona de conforto ao invés de pensar que deveríamos sair.
   Eu comecei a encarar minhas dificuldades de cabeça, isso foi desde matemática até francês, embora ainda falhe miseravelmente, e por fazer isso me sinto cada vez mais forte, fiz coisas que não fazia há 4 anos e ainda me assusta fazê-las, mas não me comprometem mais. Não me deixa tão assustada. Também aprendi a olhar a razão do porque as pessoas agem como agem, isso serviu tanto para os vilões de livros quanto para as pessoas em minha volta, descobri que geralmente estão se sentindo deixadas de lado, sem valor, sem importância e agem como agem. Todos queremos nos agarrar a algo, a diferença de nós e elas é a forma como fazemos isso, muitas vezes, elas não percebem que estão sendo cruéis.
      Ainda há coisas que doem e continuaram doendo esse ano, mas aprendi a transformar minhas feridas para fazer textos e escrever sobre isso, não tornou nada mais fácil para ser sincera, mas marcou cada sentimento que eu estava sentindo e isso pode ser útil anos mais tarde, eu espero pelo menos. Eu floresci tanto a alma esse ano que sinto que é a coisa mais bonita que tenho em mim e queria que tivesse pelo menos 5 minutos com cada pessoa desse mundo que queira ouvir, eu não mudaria o mundo, provavelmente isso nunca aconteça, mas podemos tentar, podemos pelo menos mostrar uma versão mais leve da vida, isso que é importante.
      Por fim, que um tempo de silêncio e um copo de café sempre seja mais que suficiente em uma situação de crise, para que não precisemos machucar ninguém em um momento em que não nos sentimos nós mesmo, é importante respirar, deixar o sentimento ruim passar e não ser cruel com quem sempre quer ajudar, por falar nisso, cuidado com quem quer te ajudar, embora você deva ajudar todos, nem sempre todos estão disponíveis para essa mesma mão. Apenas seja gentil e aproveite a nova jornada.

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